Moção de Apoio a Universidade Estadual de Maringá

O Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores de Maringá aprovou, em reunião realizada no dia 4 de fevereiro, Moção de apoio à Universidade Estadual de Maringá (UEM) na luta pela Autonomia Universitária, conforme determina a Constituição Federal/1988 e o disposto no artigo 180 da Constituição do Estado do Paraná: “As universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial e obedecerão ao princípio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa, extensão e ao da integração entre os níveis de ensino”.

As universidades públicas do Paraná vêm enfrentando ataques permanentes do governo Beto Richa (PSDB), com o objetivo evidente de privatizar o patrimônio científico e tecnológico do nosso estado.

A UEM é uma das melhores universidades do Brasil, segundo diferentes rankings e avaliações de agências de fomento, graças ao empenho e à dedicação de seus professores (as), funcionários (as) e alunos (as). Na sua trajetória de 49 anos de existência bem sucedida, enfrentou a ingerência e desmandos de diferentes governadores e suportou crises profundas, mas a ofensiva desfechada pelo governador Beto Richa contra a UEM, em especial nesta última semana, foi cruel e vergonhosa. Nunca a instituição sofreu um ataque tão desproporcional e desnecessário como este.

O governo do Estado atrasou, de forma ilegal e dolosa, os salários dos servidores e a transferência de recursos com o intuito de coagir o Reitor a assinar um Ofício através do qual Universidade Estadual de Maringá assumiria, expressamente, a obrigação de integrar o Sistema RH Meta 4. A UEM resistiu e está a sofrer as consequências.

Em nome de uma suposta transparência e integração das informações, o governo Beto Richa, por meio do Sistema RH Meta 4, um software produzido e controlado por empresa estrangeira, está retirando a autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira das universidades e a UEM está, bravamente, lutando pela defesa do seu patrimônio. Mais que isso, o governo tem por objetivo aumentar o seu controle sobre a instituição e propiciar o seu desmantelamento de forma a favorecer grupos educacionais privados.
Além disso, uma análise acurada da matéria indica a transferência do controle e gestão dos recursos financeiros destinados à UEM de Maringá para Curitiba, de tal forma que implicará menos dinheiro em circulação em nossa região e mais em Curitiba.

Em decorrência do exposto, O Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores de Maringá manifesta o seu mais irrestrito apoio e solidariedade ao Reitor da UEM, Prof. Dr. Mauro Baesso, ao Conselho Universitário da Instituição e à toda a comunidade Universitária.

Carlos Emar Mariucci
Presidente do PT Maringá