CUT/Vox: 56% acham que condenação de Lula é política

Os brasileiros sabem que a condenação do ex-presidente Lula faz parte de uma perseguição política de parte do Judiciário. Também ficou claro para o povo que a Justiça e a imprensa tratam Lula de maneira diferente da forma com que tratam tucanos e golpistas.

É esse o quadro retratado pela CUT/Vox divulgada nesta sexta-feira (2). Para 56% do povo brasileiro, o julgamento e a condenação de Lula foram políticos.

A maioria dos entrevistados – 49% – disseram que Lula não deveria ser preso, por sua condenação ter sido injusta e sem provas.

De acordo com o levantamento, 40% dos entrevistados disseram que não foram apresentadas provas contra ele. Para 46% , Lula é tratado pelo juiz Sérgio Moro e outros magistrados de maneira mais dura da forma com que outros políticos são tratados, como o tucano Aécio Neves e o golpista Michel Temer. O percentual de pessoas com essa opinião sobre os juízes vem aumentando desde outubro de 2017.

A grande maioria dos entrevistados, 91%, sabia que o juiz Sérgio Moro condenou Lula e que essa decisão foi mantida em segunda instância.
Lula deve ser julgado nas urnas

Segundo 54% dos brasileiros, Lula deveria poder se candidatar a presidente em 2018. Outra pergunta indica que para 48% dos brasileiros ele deveria ser julgado pelo povo nas urnas e não pelo Judiciário.

Para uma parcela também expressiva da sociedade, 62%, o ex-presidente cometeu mais acertos do que erros pelo povo brasileiro e pelo Brasil.

Mais da metade do povo brasileiro – 52% – acredita que Lula será candidato nas eleições de 2018. Apenas 33% não acham que o ex-presidente voltará a disputar o pleito.

Sobre a possibilidade de prisão após uma decisão de segunda instância para Lula ou qualquer outro brasileiro, 48% se mostrou contra, defendendo que “Lula e qualquer pessoa tem direito a só ser presa se a condenação for mantida pelos tribunais superiores”.

A pesquisa Cut/ Vox Populi foi realizada com 2000 entrevistas, com brasileiros de mais de 16 anos, aplicadas em 118 municípios de todos os estados. A pesquisa foi estratificadas por cotas de sexo, idade, escolaridade e renda. A margem de erro é de 2,2%, estimada em um intervalo de confiança de 95%.