Atos em Curitiba marcam 50 dias de luta e candidatura de Lula

No dia em que a Vigília Lula Livre completa 50 dias, Curitiba provou, mais uma vez, que se tornou a “República da Resistência”. Bandeiras vermelhas coloriram o tradicional Largo da Ordem em um bandeiraço que reuniu militantes, apoiadores de Lula, lideranças políticas e representantes dos movimentos sociais abrindo as atividades de lançamento da pré-candidatura de Lula à Presidência da República.

Durante a concentração, manifestantes carregavam cartazes em defesa de Lula e denunciando o juiz Sergio Moro, que condenou Lula sem provas, e o golpe. Também foram entoados gritos de guerra como “Lula Presidente”. Logo depois do bandeiraço, o povo se dirigiu para a Vigília Lula Livre, onde um ato político foi realizado em frente a sede da Polícia Federal, local está como preso político desde 7 de abril.

Com discursos emocionados intercalados com músicas de resistência tocadas pelos artistas João Belo, Susi Monte Serrat e Feiticeiro Julião. O ato foi conduzido pelo presidente do PT de Curitiba, André Machado, que contou também com depoimentos de moradores do entorno da sede da PF em defesa de Lula.

Presidente do PT do paraná, Doutor Rosinha, fez questão de lembrar como era a vida durante os governos do PT e como Lula alçou o país ao protagonismo mundial. Ele reforçou a importância do legado do ex-presidente como forma de mostrar que apenas com a eleição de Lula o Brasil poderá retomar a democracia e a soberania nacional.

“Só no Paraná são mais de 20 cidades mobilizadas hoje e todas as capitais. Lula é nosso candidato, é o candidato escolhido pelo povo e vamos retomar com ele tudo que o trabalhador brasileiro conquistou durante seus governos. Lula não faz falta apenas para nós, para o povo brasileiro, mas até como liderança mundial, que alçou a América Latina a outro status e fortaleceu os laços regionais”, afirmou.

O líder do MST Roberto Baggio reafirmou que apenas com mobilização e povo na rua o absurdo da prisão política de Lula pode ser denunciado e enfrentado. De acordo com ele, o povo precisa lembrar as políticas sociais do ex-presidente que deram dignidade, mais direitos e democratizou o acesso das pessoas a serviços básicos. Uma greve também está sendo discutida para o segundo semestre pedindo o fim da ilegalidade cometido contra o ex-presidente.

Baggio convocou o povo a criar comitês populares e participar do Congresso do Povo. “Nossa experiência histórica mostrou que a classe trabalhadora organizada consegue eleger um presidente sindicalista, como já fizemos. Do ponto de vista político, eleitoral, o trabalhador brasileiro foi vitorioso junto com Lula”.

Dirigente da CUT do Paraná, Regina Cruz, falou sobre o ódio da elite à política de Lula e reafirmou que para a CUT e para os movimentos sociais Lula é candidato. De acordo com ela, os movimentos sindicais lutaram por 30 anos e não vai ser agora que vão parar. “Só vamos sair da Praça Olga Benário o dia que Lula descer aquela rua. Precisamos derrotar esse golpe que implantou a PEC do Teto, congelando o orçamento por 20 anos, reformas como a trabalhista e previdenciária. Por isso o Brasil hoje defende Lula Livre”.

Pelo PT Nacional, o dirigente Florisvaldo Souza lembrou o que Lula disse em seu último ato no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. “Cada um de vocês precisa ser um Lula. Ser suas pernas e andar por esse país levando suas ideias. A solução para tudo isso que estamos vivendo, para toda essa injustiça está aqui atrás (apontando para a sede da PF). Nossa esperança está logo aqui e precisamos que ele volte para os braços do povo”.

Após o ato foi realizada uma manifestação inter religiosa e o povo prosseguiu com o tradicional “boa noite, presidente Lula”, encerrando mais um dia de resistência na Vigília que marca a defesa da democracia e da liberdade de Lula.

Da Redação da Agência PT de Notícias, direto de Curitiba